As Linhagens Verde e Azul/The Green and Blue Lines/Las Líneas Verde y Azul

Os periquitos ondulados australianos fazem parte de duas linhagens: a verde, que inclui os amarelos, e a azul, que inclui os brancos. E, então, de onde vêm tantas variações? Acontece que todos eles são o resultado de mutações sobre as cores principais, promovidas basicamente pela melanina, que se divide em eumelanina (pigmento preto) e phaeomelanina (pigmento castanho) e psittacina (pigmento amarelo). A partir daí, fica fácil concluir que os periquitos australianos da linhagem verde produzem pigmento amarelo, enquanto que os da linhagem azul não. Por isso, as aves de corpo verde apresentam a face amarela visto que nesta área apenas se observa a produção do pigmento amarelo. Do mesmo modo, as aves de corpo azul apresentam a face sem qualquer pigmento, ou seja, branca. Logo as aves da linhagem verde serão totalmente amarelas se não produzirem melanina e verdes se produzirem, e as aves da linhagem azul serão totalmente brancas se não produzirem melaninas e azuis se produzirem. Além disso, a presença das melaninas nas penas das asas confere ainda aos periquitos ondulados australianos as marcas negras com aspecto ondulado (daí o nome Melopsittacus undulatus). Mas se os periquitos ondulados australianos não produzem pigmentos verde ou azul, porque, então, eles apresentam basicamente essas duas cores? Para responder essa pergunta é preciso saber que existem outros dois mecanismos que também influenciam na determinação da cor: a estrutura das penas e a incidência de luz sobre elas.

A estrutura das penas

As penas são estruturas mortas, de queratina*, originadas a partir de papilas vivas da derme (origem mesodérmica). As penas das aves são formadas de: Cálamo – ponta oca que fica enterrada na pele da ave. Raque – parte central do eixo da pena. Barbas – raminhos das penas, que estão presos à raque. Bárbulas – minúsculas ramificações das barbas.

Penas

De acordo com a função, as penas são denominadas de rêmiges (penas longas das asas), retrizes (penas longas da cauda), tetrizes (penas de revestimento do corpo, com plumas junto ao cálamo) e plumas/plúmulas/filoplúmulas (penas isolantes térmicas que ficam abaixo das tetrizes).

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E agora que você já conhece um pouco da estrutura das penas, saiba que é exatamente no centro das barbas (vexilo) que se encontram minúsculos grãos de melanina e que ao redor desses grânulos existem duas camadas: uma que contém o pigmento amarelo (em periquitos ondulados australianos da linhagem verde) e outra mais interna, responsável pela dispersão da luz, que pode variar na espessura, determinando assim a tonalidade da cor mais estreita ou com a melanina mais próxima da superfície = tom mais escuro (malva, p. ex.) e mais larga ou com a melanina mais distante da superfície = tom mais claro (celeste, p. ex.).

A incidência de luz sobre as penas

Você sabe que a luz branca é na verdade uma composição de várias cores. É importante também saber que as cores possuem comprimentos diferentes, ou seja, são como ondas de rádio com alcances diferentes, sendo percebidas somente em faixas distintas. Por exemplo, penetrando em um prisma, os raios luminosos desviam em ângulos diferentes para cada comprimento, gerando o fenômeno do espectro de cores.

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Na verdade a diferença de cores na natureza não é mais do que a capacidade que tudo ao nosso redor tem de separar as cores. É o fenômeno de absorção e refração da luz. Enquanto algumas ondas penetram, sendo absorvidas, outras são rejeitadas. Assim, ocorre a separação e a diferenciação das cores. As cores pertencem à luz, que retorna aos nossos olhos. Portanto, podemos concluir que não há cor nas coisas, mas sim na luz. Então, imagine agora a luz incidindo nas penas. Ela passa pela camada mais externa, onde há o pigmento amarelo e atinge o centro da barba, onde estão os grânulos de melanina. Como vimos, as cores possuem comprimentos de ondas diferentes, mas os grânulos de melanina têm um único tamanho. Assim, ondas grandes passam pelos grãos de melanina, exatamente porque são muito pequenos, enquanto que as ondas menores se chocam com eles e são refletidas. É o caso da cor azul, que possui um comprimento de onda menor do que os grânulos de melanina. Ao ser refletida, ela fará o mesmo caminho de volta, ou seja, passará novamente pela camada que contém o pigmento amarelo. Essa ação criará uma ilusão de ótica, como quando misturamos tintas nas cores azul e amarelo, originando o verde. Desse modo, podemos concluir que os periquitos ondulados australianos da linhagem verde, assim como a grande maioria das aves de mesma cor não são verdes, mas sim o resultado da luz azul refletida em um fundo amarelo. No caso dos periquitos ondulados australianos azuis, a luz azul não passará pelo pigmento amarelo, pois como vimos eles não possuem esse pigmento, dando lugar à cor branca. Por isso, podemos dizer que um periquito ondulado australiano azul é um exemplar verde sem o pigmento amarelo. Essa diferença entre as duas cores ocorre em virtude de uma alteração genética ou uma mutação, que altera a produção do pigmento amarelo. Pense em 2 genes atuando. Um deles elimina o pigmento amarelo e o outro altera a espessura da camada responsável pela dispersão da luz. O lutino (ou totalmente amarelo) é um periquito sem melanina, ou seja, não absorve as radiações luminosas, não refletindo, assim, a cor azul. Então, sem a cor azul para se misturar à cor amarela, o que enxergamos? Somente o fundo, ou seja, a cor amarela. Agora imagine um periquito sem melanina e também sem o pigmento amarelo. O que sobra? Um fundo inteiramente branco ou um periquito albino. Assim, concluímos que as cores das penas dos periquitos estão associadas à sua estrutura física, à natureza e distribuição dos pigmentos e a diversos fatores genéticos que podem: alterar a coloração pela modificação da estrutura das células das penas; reduzir a quantidade ou suprimir um dos pigmentos por impedimento de sua formação; modificar a natureza da distribuição de pigmento.

Mas e o periquito violeta? Para entender essa cor é preciso saber que a luz violeta possui um comprimento de onda inferior à luz azul; que, além disso, nos exemplares dessa cor os grânulos de melanina são menores; e que a melanina é amarronzada e não negra. A cor violeta só é percebida nos exemplares azul cobalto. Em outras cores funcionará apenas como fator de escurecimento. Por exemplo, um periquito verde claro com fator violeta será verde escuro. Já o periquito cinza, assim como o verde-cinza possuem essa coloração em virtude de um gene que altera a estrutura física das barbas das penas, impedindo que a luz azul se disperse. Quando associado ao fundo amarelo, o cinza se torna verde-cinza.

The Green and Blue Lines

Budgerigars wavy Australians are part of two lineages: the green, including yellow, and blue, including whites. And then where they come from so many variations? It turns out that all of them are the result of mutations on the main colors, promoted primarily by melanin, which is divided into eumelanin (black pigment) and phaeomelanina (brown pigment) and psittacina (yellow pigment). From there, it is easy to conclude that Australian parakeets green lineage produce yellow pigment, while the blue line does not. Therefore, the birds have a yellow green body face seen that this area only is observed production of yellow pigment. Similarly, poultry body blue display face without any pigment, or white. Soon the birds of the green line will be totally yellow if they do not produce melanin and green if they produce, and the birds of the blue line will be completely white if they do not produce melanin and blue if they produce. Furthermore, the presence of melanin in the feathers of the wings still empowers Australian parakeets wavy black marks with wavy appearance (hence the name Melopsittacus undulatus). But if the budgerigars wavy Australians do not produce green or blue pigments, because then they basically have these two colors? To answer this question we must know that there are two other mechanisms that also influence the determination of the color, the structure of sentences and the incidence of light on them.

The structure of feathers

The feathers are dead structures, keratin * originated from living dermal papillae (mesodermal origin). The feathers of birds are formed: Calamus – hollow tip that gets buried in the skin of the bird. Rachis – axis of the central part of the sentence. Barbas – sprigs of penalties which are attached to the rachis. Barbules – tiny branches of beards.

Feathers

According to the function, the feathers are called remiges (long wing feathers), rectrices (long tail feathers), tetrizes (feathers covering the body with feathers along the Calamus) and down/plúmulas/filoplúmulas (insulating feathers that are below the thermal tetrizes).

And now that you know a bit of the structure of sentences, know what exactly is in the center of beards (vexilo) which are tiny grains of melanin and around these beads are two layers: one that contains the yellow pigment (in budgerigar Australian corrugated green line) and the other innermost, which is responsible for light scattering, which can vary in thickness, thereby determining the tone color closer or closest to the surface of melanin = darker tone (mauve, p. former) and with wider or more distant from the surface melanin = lighter tone (heavenly, p. former).

The incidence of light on the feathers

You know that white light is actually a mixture of different colors. It is also important to know that the colors are different lengths, ie, as are radio waves with different ranges, being perceived only in distinct bands. For example, penetrating a prism, the rays deviate at different angles for each length, creating the phenomenon of the color spectrum.

In fact the difference in colors in nature is no more than the capacity that everything around us has to separate the colors. It is the phenomenon of absorption and refraction of light. While some waves penetrate, being absorbed, others are rejected. Thus, separation and differentiation of colors occurs. The colors belong to the light, which returns to our eyes. Therefore, we conclude that there is no color in things, but in the light. So now imagine the light falling on the feathers. It passes through the outer layer where there is a yellow pigment and reaches the center of the beard, which are melanin granules. As we saw, the colors have different wavelengths, but the melanin granules have a single size. Thus, large waves pass through the grains of melanin, exactly because they are very small, while the smaller waves collide with them and are reflected. This is the case of blue color, having a length smaller than the melanin granules wave. To be reflected, she will do the same way back, or will again in the layer containing the yellow pigment. This action will create an optical illusion, as when we mix paints in blue and yellow colors, giving the green. Thus, we conclude that the Australian parakeets wavy green line, as well as the vast majority of birds of the same color are not green, but rather the result of reflected blue light on a yellow background. In the case of Australian parakeets wavy blue, the blue light will not pass through yellow pigment, because as we have seen they do not possess this pigment, giving way to white. Therefore, we can say that a blue wavy Australian parakeet is a green copy without the yellow pigment. This difference occurs between the two colors due to a genetic mutation or a mutation that alters the production of yellow pigment. Think of two genes acting. One eliminates the yellow pigment and another charge alters the thickness of the light scattering layer. The lutino (or completely yellow) is a melanin without parakeet, ie does not absorb light radiation, thus not reflecting the blue color. So, without the blue color to blend the color yellow, what we see? Only background, or a yellow color. Now imagine a budgie without melanin and also without the yellow pigment. What is left? An entirely white or albino parakeet. Thus, we conclude that the colors of the feathers of parakeets are associated with its physical structure, the nature and distribution of pigments and various genetic factors that can: change the color by changing the structure of the cells of feathers; reduce or eliminate the amount of the pigments by preventing its formation; changing the nature of the distribution of pigment.
But the parakeet and violet? To understand this we need to know what color the violet light has a length of less than blue light wave; that, furthermore, in this exemplary color melanin granules are smaller; and that melanin is brownish black and not. The violet color is perceived only in cobalt blue copies. In other colors work just as dimming factor. For example, a light green parakeet violet factor will be dark green. Already the gray cockatiel, like gray-green possess this coloration due to a gene that alters the physical structure of the beards of feathers, preventing blue light is dispersed. When associated with the yellow background, the gray becomes gray-green.

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